Quando realmente é necessário fazer o upgrade do seu sistema Linux?



As distribuições Linux, através dos seus grupos de desenvolvedores,  constantemente atualizam seus sistemas base (operação comumente chamada de ‘upgrade’); aprimorando quesitos gráficos, de desempenho, acessibilidade e/ou reformulações no Kernel e solucionando problemas de versões anteriores (bugfix).  Devido a práticas adotadas no desenvolvimento de softwares, muitas distros mantém periodicidade em suas atualizações… muitas vezes semestralmente. Em contrapartida, na esfera do usuário final uma inquietação é gerada… com tantas atualizações, quando devo me preocupar em alterar meu sistema?! E se eu não alterá-lo … ?! Sendo assim, se você possui essas e outras indagações, recomendo que continue lendo esse artigo!

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Update vs. Upgrade

Primeiramente, é preciso esclarecer alguns pontos importantes sobre o assunto: a atualização do sistema operacional deve ser feita constantemente e não deve ser hesitada em hipótese alguma. Por outro lado, existem as tradicionais “trocas de versões” do seu sistema… que no caso são questionáveis dependendo da versão que estiver trabalhando.

Em outras palavras, no jargão computacional estou me referindo a update e upgrade de sistemas, respectivamente.

Releases de software 

Esclarecendo a diferença que há entre updates e upgrades do sistema, vamos nos focar no segundo tópico: as “trocas de versões” do sistema.

Comumente, adota-se no desenvolvimento de software etapas para a liberação do produto final do software (release). Ou seja, até que vejamos versões futuras do sistema que estamos trabalhando; a equipe de desenvolvedores trabalha arduamente sobre diversas versões que vão do projeto até a versão “pré-pronta” (release candidate), tais como pré-alfa, alfa, beta e outras.

A mais comum destas etapas, é a versão Beta do sistema. Muitos usuários ficam ansiosos por essa etapa, mesmo não sendo a versão final do produto, pois de acordo com a Wikipédia:

[…] O foco na versão beta é reduzir impactos aos usuários, geralmente incorporando testes de usabilidade. O processo de liberação de uma versão beta é chamado liberação beta e, tipicamente, é sua primeira divulgação pública, fora dos limites da organização que o desenvolve.

Em outras palavras, é preciso que haja um feedback para a equipe de desenvolvedores de como está a aceitação do novo sistema. Por isso, essa etapa foca em testes de usabilidade visando solucionar qualquer erro (bug) não encontrado por eles.

Por fim, após testes terem sido feitos na versão Beta, é divulgada uma nova etapa do desenvolvimento do software: a Release Candidate (RC).

Esta etapa refere-se a uma versão propensa a ser versão final do sistema, pronta para ser lançada a menos que algum bug sério apareça.

Após isso, há liberação do software (release) para os usuários finais.

Dentre as versões do release, posso destacar as versões: normal, long term support (LTS).

Ambas são versões finais do software, contudo diferem no quesito do suporte oferecido a elas. No caso da “Normal Release” é dada apenas de 8 a 18 meses de suporte após o lançamento da versão. Já no caso da “LTS Release” é concedido 3 a 5 anos de suporte após o lançamento da versão.

Rolling Release: uma mudança de paradigma

Nos últimos dias ouviu-se muito sobre esse tipo de release, mas precisamente nas versões do sistema Ubuntu.

Contudo, ela é um tipo de release já adotada por algumas distros Linux, como no caso do Arch Linux.

Ela fundamenta-se na ideia que os sistemas possuam atualização constante, em vez de ter lançamentos periódicos.

Em outras palavras, o sistema é atualizado continuamente, o que significa que você terá acesso às novas versões simplesmente mantendo o sistema atualizado através do gerenciador de pacotes (update de sistema), sem a necessidade de instalar uma versão nova (upgrade de sistema).

Confesso que esse tipo de “release” proporciona mais comodidade aos seus usuários, pois permite-os passar por atualizações significantes sem trocar a versão do sistema. Porém, na visão da comunidade de desenvolvedores e seus parceiros, isso impactaria negativamente na “visibilidade do sistema”…

REFLITA: Você notaria que um sistema “evoluiu” (upgrade) se houvesse apenas atualizações em ‘backend’ ou se semestralmente houvesse um divulgação sobre as novas versões que viriam?!

Conheça outros tipos de Rolling Release

RESPOSTA

Dentre todas essas informações, o que pode-se afirmar é que existem versões e mais versões do sistema que serão lançadas…. e cabe a cada um de nós ponderar se há realmente a necessidade em alterar sua versão atual do sistema.

Ou seja, a cada nova versão é divulgada uma lista de alterações feitas sobre a versão anterior. Cabe a nós analisarmos e decidirmos se optaremos por realizar a troca.

Recomendo que leia

Sendo assim, minha opinião é que você priorize por instalar, em seu PC, versões “LTS Release” por oferecer um suporte prolongado. Isso lhe permite manter seu sistema atualizado e seguro por muito mais tempo!

Ricardo Ferreira

Ricardo Ferreira

Fundador do Linux Descomplicado - LD.

Sempre em busca de novos conhecimentos, preza por conteúdo de qualidade e auto-explicativo. Por isso, persiste em criar um site com artigos relevantes para todos os leitores do Linux Descomplicado!
Ricardo Ferreira

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