7 bons motivos para você começar a usar o OpenSUSE

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A maioria dos usuários Linux estão divididos, principalmente, em quatro grandes sistemas: Ubuntu, Debian, Fedora e Arch Linux. Se não em algum deles diretamente, pelo menos em alguma versão derivada desses projetos; como por exemplo Linux Mint e o Manjaro. Assim, com esse artigo, quero apresentar alguns bons motivos para você começar a pensar fora da caixa e cogitar a possibilidade em usar o openSUSE.

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Contextualizando

Já faz um tempo que o projeto OpenSUSE vem ganhando vários adeptos e aumentando significativamente o número de usuários na sua comunidade. Todo esse crescimento se deve as constantes novidades lançadas pelos mantenedores do projeto OpenSUSE.

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Primeiramente, o OpenSUSE tem uma longa história sobre seu nome e sua identidade. A distro foi fundada na Alemanha. Criada por uma empresa chamada für Software und System Entwicklung mbH (Empresa de Software e Desenvolvimento de Sistemas). A ideia original era desenvolver um software e prestar suporte a sistemas UNIX. Em resumo, na época, a S.u.S.E (acrônimo na língua alemã para “Software und System Entwicklung”) era um prestadora de serviços e suporte técnico.

A empresa lançou sua primeira distro com o nome S.u.S.E Linux, em 1994. Já em 1997, a empresa S.u.S.E era a maior distribuidora de Linux na Alemanha e estava começando a expandir seu sistema Linux para a América e Ásia. Assim, virou, apenas SuSE (sem os pontos).

Em 2003, a empresa Novell comprou a SuSE e mudou o nome para SUSE; para não mais representar um acrônimo da antiga empresa alemã. Dois anos mais tarde, a Novell anunciou a criação do projeto openSUSE, publicando seu ciclo de desenvolvimento. A partir de então, o processo de desenvolvimento do SUSE deixou de ocorrer inteiramente fechado; passando a status de software livre.

A Novell se tornou parte da Attachmate Group, que acabou comprando-a em 2011. Alguns anos mais tarde, em 2014, este último grupo se fundiu com a Micro Focus que fez do SUSE uma unidade independente. Atualmente, o openSUSE é mantido pela SUSE. Mas, mesmo depois de diversas compras e aquisições, por parte dos criadores e mantenedores do projeto, o openSUSE continua sendo uma das maiores comunidades de código aberto no mundo do software livre.

Sendo assim, o openSUSE promove o uso de Linux por toda a parte; pois a comunidade openSUSE disponibiliza, gratuitamente, uma das versões Linux mais usadas em todo mundo. O OpenSUSE é uma ferramenta de configuração completa e intuitiva; tem um grande repositório de pacotes de software e excelente documentação oficial. Em resumo, o openSUSE é uma distribuição projetada para fornecer um sistema operacional estável.

Bons motivos…

Que fique claro… o openSUSE não é a melhor distro existente e talvez não seja útil para você. Meu intuito é apenas fazer com que possa enxergar as diversas possibilidades que o software livre nos proporciona 😉

1 – A comunidade em primeiro lugar

O openSUSE é símbolo de um projeto impulsionado pela comunidade. Diversas atualizações e novidades são feitas através do interesse da maioria dos participantes da sua comunidade. O projeto OpenSUSE preza pelas escolhas conduzidas pela comunidade. A participação de todos é importante e sua voz pode ter vez 😉

2 – Estabilidade também é importante

A distro openSUSE é conhecida como uma das mais estáveis e funcionais que existem. Pacotes amplamente testados que são mantidos por uma comunidade extensa, bem como: testadores, escritores, tradutores, utilizadores experientes, artistas e desenvolvedores. O foco em estabilidade é tão marcante que o projeto openSUSE dividiu sua equipe de desenvolvimento para trabalhar em dois grandes projetos: Tumbleweed e Leap. Este último com foco na estabilidade de nível empresarial 😉

3 – Repositório próprio de pacotes de softwares

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O openSUSE tem uma abordagem diferente quando se refere a desenvolvimento e manutenção de programas. Há uma década, o projeto desenvolveu uma plataforma onde os desenvolvedores podem fazer upload e empacotamento de software para a maioria das distros Linux. Eles não precisam de uma compreensão das diferenças de desenvolvimento entre Ubuntu, Fedora e openSUSE; por exemplo. O Open Build Service (originalmente apenas o openSUSE Build Service) cuida disso tudo. Assim, os usuários sempre podem baixar a última versão do software.

4 – É preciso ser fácil para instalar também

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No mundo Linux há muitos gerenciadores de pacotes. Entre eles, o ‘apt-get’ , ‘dnf‘ e outros. No caso do OpenSUSE existe o ‘zypper‘. Mas, também é fornecido um portal onde você pode usar para instalar o software a partir do repositório oficial com apenas um clique (“Direct install”). Você só precisa usar o campo de busca do portal e clicar em “Direct Install” no programa escolhido. Este recurso tem estado disponível no openSUSE desde 2007.

5 – Administração completa do sistema em um único programa

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Falo da Yast (“Yet another Setup Tool”) – ferramenta gráfica de configuração que faz, simplesmente, tudo no sistema 😉 Adicionar repositórios, ajustar o bootloader, gerenciar partições, configurar rede e muito mais. Tudo a partir de um único lugar. É muito popular por sua fácil e atrativa interface gráfica, que permite, de forma rápida, simples e inteligente, a configuração do seu sistema durante e após a instalação.

6 – Boa experiência para o usuário final

A equipe SUSE é uma das mais ativas no desenvolvimento do kernel Linux. Sua ajuda implica numa enorme contribuição no desenvolvimento do kernel. Além disso, o openSUSE possui excelente suporte ao hardware. Ou seja, oferece uma boa experiência para o usuário final.

7 – Escolher entre esperar por atualizações regulares ou adquirir sempre versões mais novas

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Muitas distribuições Linux, como Ubuntu e Fedora, lançam atualizações no sistema a cada seis meses. Outras distros liberam suas novidades anualmente, por exemplo. Por outro lado, existem distros que não possuem tempo pré-fixado para lançamento das suas atualizações. Por exemplo: Arch Linux e Gentoo. Nesse caso, depois de instalar a distribuição, você pode continuar a usá-los durante o tempo que quiser… basta mantê-la atualizada ;-). Pois, novas versões do GNOME, KDE, Firefox e LibreOffice , por exemplo, serão atualizadas automaticamente.

A maioria das distros são Fixed ou Rolling Releases. Já o openSUSE oferece as duas opções, basta escolher 😉 Na versão Fixed, o openSUSE oferece a versão Leap – distribuição híbrida que usa a base do SUSE Linux Enterprise – SLE – a versão comercial e com suporte técnico do SUSE – lançamentos de versões estáveis com tempo pré-fixado. Já para a versão Rolling, o openSUSE criou a versão Tumbleweed. O projeto Tumbleweed visa propiciar versões de atualizações evolutivas do openSUSE contendo as últimas versões estáveis ao invés de observar ciclos de lançamentos periódicos rígidos (fixed release). O projeto faz isto para os usuários que desejam os software mais recentes, porém estáveis.


Via | makeofuse | lffl

Ricardo Ferreira

Ricardo Ferreira

Fundador do Linux Descomplicado - LD.

Sempre em busca de novos conhecimentos, preza por conteúdo de qualidade e auto-explicativo. Por isso, persiste em criar um site com artigos relevantes para todos os leitores do Linux Descomplicado!
Ricardo Ferreira

Comentários

comentários


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  • M1209

    eu tentei usar o open suse após o fim do Unity, mas sempre da falha na atualização dos repositórios, podem me ajudar a resolver isso por favor? o OpenSuse dá erro ao ler os repositórios

    • linux10complica

      Você executou o comando: [ sudo zypper refresh ] ? Se sim, dê mais detalhes do erro apresentado para ver se eu posso ajudar

  • Donizetti Galdino

    Vou experimentar.